{"id":552,"date":"2008-08-10T00:00:29","date_gmt":"2008-08-09T23:00:29","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=552"},"modified":"2009-08-08T20:38:40","modified_gmt":"2009-08-08T19:38:40","slug":"o-xilombo-da-xilombo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/o-xilombo-da-xilombo\/","title":{"rendered":"O xilombo da Xilombo"},"content":{"rendered":"<p>Um pouco antes do mercado de arte onde j\u00e1 almo\u00e7\u00e1mos, h\u00e1 alguns restaurantes com um aspecto um pouco mais acolhedor do que aquele a que fomos.<\/p>\n<p>Na nossa segunda investida resolvemos parar logo no primeiro. Ao inv\u00e9s de comermos num cub\u00edculo murado, t\u00ednhamos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o um quintal com uma \u00e1rvore para nos abrigar do Sol. A anunciar os petiscos que l\u00e1 se fazem, est\u00e1 um tambor de \u00f3leo reciclado como grelhador a expor choco e peixe grelhado.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignnone\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080808-1359-oxilombodax1.jpg\" alt=\"\" width=\"465\" height=\"604\" \/><br \/>\nCozinha e montra<\/p>\n<p>A dona do estabelecimento foi logo trocar a toalha da mesa por uma mais bonita. Estava t\u00e3o suja quanto a outra, mas foi um pormenor que nos deixou agradados.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignnone\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080808-1359-oxilombodax2.jpg\" alt=\"\" width=\"604\" height=\"549\" \/><br \/>\nSala de jantar<\/p>\n<p>Resolvi experimentar o choco. O R. e a P. pediram um peixe. Desta feita n\u00e3o puderam escolher o tipo, porque s\u00f3 havia um. Veio a comida, as bebidas e as garrafas dos temperos, que tinham acabado de ser limpas.<\/p>\n<p>Ao fundo do quintal h\u00e1 uma f\u00e1brica de sof\u00e1s. S\u00e3o constru\u00eddos \u00e0 boa maneira angolana, com muita improvisa\u00e7\u00e3o e engenho, mas o resultado final at\u00e9 nem \u00e9 mau de todo.<\/p>\n<p>Em frente a uma das casas uma menina brinca e finge ser adulta. Arrasta um alguidar de pl\u00e1stico para o p\u00e1tio e tenta abrir uma embalagem de detergente com uma faca maior que ela. Felizmente que n\u00e3o se cortou. Tenta puxar um tamborete amarelo cheio de \u00e1gua, mas era demasiado pesado. Acaba a brincar com cabides de pl\u00e1stico colorido.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignnone\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080808-1359-oxilombodax3.jpg\" alt=\"\" width=\"363\" height=\"604\" \/><br \/>\nNa lida da casa<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignnone\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080808-1359-oxilombodax4.jpg\" alt=\"\" width=\"604\" height=\"404\" \/><br \/>\nAten\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>No final do almo\u00e7o, sobrou comida. Compr\u00e1mos um tupperware, lavado com uma \u00e1gua que preferimos n\u00e3o conhecer. No entanto, foi nessa mesma \u00e1gua que foi lavada a loi\u00e7a e cozidas as batatas. J\u00e1 t\u00ednhamos para o jantar!<\/p>\n<p>E como o almo\u00e7o n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 encher a barriga, ainda estivemos a conversar com a dona do estabelecimento.<\/p>\n<p>Fal\u00e1mos de quem \u00e9ramos e de onde v\u00ednhamos. Fal\u00e1mos de Angola e da comida. Pergunt\u00e1mos-lhe o nome.<\/p>\n<p>\u00abXilombo!\u00bb Um nome com som africano. Um nome Umbundu.<\/p>\n<p>Tinha nascido perto do Huambo, mas muito pequena tinha vindo para Luanda.<\/p>\n<p>Depois explicou o que queria dizer. Xilombo \u00e9 o nome que se d\u00e1 ao local onde se repousa numa viagem em zonas desabitadas, uma esp\u00e9cie de o\u00e1sis.<\/p>\n<p>Perguntei se podia tirar um retrato. Respondeu-me com um sorriso enquanto ajeitava a roupa. Olhou para a lente com um ar s\u00e9rio e esperou. Depois perguntou quando \u00e9 que lhe d\u00e1vamos a fotografia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignnone\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080808-1359-oxilombodax5.jpg\" alt=\"\" width=\"604\" height=\"533\" \/><br \/>\nXilombo<\/p>\n<p>Como fomos bem recebidos e \u00e9 muito agrad\u00e1vel almo\u00e7ar \u00e0 sombra da \u00e1rvore, j\u00e1 volt\u00e1mos mais vezes ao que nos parece um verdadeiro xilombo. O xilombo da Xilombo!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um pouco antes do mercado de arte onde j\u00e1 almo\u00e7\u00e1mos, h\u00e1 alguns restaurantes com um aspecto um pouco mais acolhedor do que aquele a que fomos. Na nossa segunda investida resolvemos parar logo no primeiro. Ao inv\u00e9s de comermos num cub\u00edculo murado, t\u00ednhamos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o um quintal com uma \u00e1rvore para nos abrigar do Sol. 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