{"id":5568,"date":"2011-10-10T00:00:00","date_gmt":"2011-10-09T23:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=5568"},"modified":"2011-10-10T00:00:00","modified_gmt":"2011-10-09T23:00:00","slug":"mfa-povo-povo-mfa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/mfa-povo-povo-mfa\/","title":{"rendered":"MFA, Povo. Povo, MFA."},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 verdade que os <em>graffiti<\/em> vulgares s\u00e3o feios. Por alguma raz\u00e3o os pr\u00f3prios executantes chamam vomitado (throw-up) \u00e0s suas mais frequentes &quot;obras&quot;. Por outro lado, \u00e9 ineg\u00e1vel que h\u00e1 excelentes artistas ligados ao <em>graffiti<\/em>, com pe\u00e7as autorizadas a <a title=\"Artigo: Azinhaga das Galinheiras\" href=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=4859\" target=\"_blank\">decorar paredes<\/a> um pouco por <a title=\"Artigo: Mais fachadas pintadas\" href=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=4863\" target=\"_blank\">todo o lado<\/a>.<\/p>\n<p>Os <em>graffiti<\/em> s\u00e3o a evolu\u00e7\u00e3o da nobre arte de gatafunhar nas paredes, tradi\u00e7\u00e3o que remonta, pelo menos, \u00e0 \u00e9poca Romana, conforme atesta uma parede em Pompeia repleta de escritos cheios de actualidade como \u00abFulano \u00e9 corno\u00bb e \u00abAbaixo Sicrano\u00bb.<\/p>\n<p>Logo a seguir ao 25 de Abril, uma verdadeira febre de brocha e lata de tinta em riste assolou Portugal. Os tempos conturbados e a crise ditavam chav\u00f5es e murais carregados de ideologia de todas as cores pol\u00edticas. Muitos desses murais desapareceram com o tempo ou com a demoli\u00e7\u00e3o das paredes que lhes serviam de telas. A grande maioria, como acontece com quase todos os escritos muito contextualizados, perdeu o significado. At\u00e9 mesmo o famoso \u00abReagan go home\u00bb \u00e9 capaz de n\u00e3o dizer nada a muita gente.<\/p>\n<p>Mas s\u00e3o exactamente estes escritos carregados de mensagens pol\u00edticas que demonstram a evolu\u00e7\u00e3o das coisas e a passagem do tempo. C\u00e1 por Queluz houve algu\u00e9m muito atarefado que dispunha de uma lata de tinta verde \u00e0 prova de tudo. Passados mais de trinta anos ainda se consegue ler \u00abSoares Carneiro Ladr\u00e3o\u00bb, \u00abAD = Fome\u00bb, \u00abOtelo a presidente\u00bb e \u00abGreve Geral\u00bb um pouco por toda a parte velha da cidade.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"Soldado do MFA\" border=\"0\" alt=\"Soldado do MFA\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/MFA.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Soldadinho do MFA<\/p>\n<p>O meu gatafunho preferido desta \u00e9poca \u00e9 o discreto soldadinho do MFA que continua a fumar o seu cigarro sossegado da vida, pintado com a imputresc\u00edvel tinta verde da praxe.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 verdade que os graffiti vulgares s\u00e3o feios. 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