{"id":5679,"date":"2011-11-23T01:00:00","date_gmt":"2011-11-23T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=5679"},"modified":"2011-11-24T23:27:54","modified_gmt":"2011-11-24T22:27:54","slug":"selos-de-molduras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/selos-de-molduras\/","title":{"rendered":"Selos de molduras"},"content":{"rendered":"<p>As molduras s\u00e3o hoje uma esp\u00e9cie de pronto-a-vestir para fotografias que se compram feitas em qualquer supermercado. Os tamanhos padronizados destas molduras servem para as coisas banais, mas causam grandes dores de cabe\u00e7a a quem n\u00e3o tem a fotografia ou pintura exactamente do formato regulamentar. Ainda h\u00e1 quem fa\u00e7a molduras por medida, claro, mas raramente sabemos ao certo onde.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos, muitos anos, as molduras eram todas feitas por medida. E \u00e0 m\u00e3o. Casas especializadas na arte de emoldurar apareciam quase sempre perto de fot\u00f3grafos, mas foram fechando uns e outros \u00e0 medida que molduras de tamanhos normalizados feitas em massa inundavam o mercado e a pel\u00edcula era abandonada pelos fot\u00f3grafos.<\/p>\n<p>Cada casa, como hoje ainda acontece, colava nas costas da moldura uma identifica\u00e7\u00e3o da loja. Quando se retira um quadro da parede, h\u00e1 sempre a curiosidade m\u00f3rbida de espreitar-lhe para as costas. Enquanto o curioso aprecia o acabamento da moldura, aproveita-se para publicitar os servi\u00e7os.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"A Moldura Moderna\" border=\"0\" alt=\"A Moldura Moderna\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/molduras2.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>A Moldura Moderna<\/p>\n<p>Infelizmente, as melhores molduras s\u00e3o as que duram mais. Quando, finalmente, algu\u00e9m as vira para lhes espreitar as costas, quase sempre se depara com o nome de uma casa que fechou h\u00e1 d\u00e9cadas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px\" title=\"Casa das Molduras\" border=\"0\" alt=\"Casa das Molduras\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/molduras1.jpg\" width=\"600\" height=\"400\" \/>    <br \/>Telefone de cinco d\u00edgitos<\/p>\n<p>Algumas est\u00e3o t\u00e3o desactualizadas, com n\u00fameros de telefone curt\u00edssimos e endere\u00e7os referidos a ruas que mudaram de nome, que nem sequer se lhes pode cheirar o rasto. Fizeram em tempos uma boa moldura e depois&#8230; desapareceram.<\/p>\n<p>A etiqueta de moldura que mostro, da Casa das Molduras, \u00e9 seguramente anterior a 28 de Maio 1956, altura em que a Rua Alves Correia, assim chamada a partir de 1913 para homenagear um impulsionador do regime republicano, se voltou a chamar Rua de S\u00e3o Jos\u00e9, o seu nome original. O n\u00famero 207 j\u00e1 n\u00e3o existe sequer.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As molduras s\u00e3o hoje uma esp\u00e9cie de pronto-a-vestir para fotografias que se compram feitas em qualquer supermercado. Os tamanhos padronizados destas molduras servem para as coisas banais, mas causam grandes dores de cabe\u00e7a a quem n\u00e3o tem a fotografia ou pintura exactamente do formato regulamentar. 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