{"id":822,"date":"2008-09-01T00:00:41","date_gmt":"2008-08-31T23:00:41","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=822"},"modified":"2009-09-05T23:33:48","modified_gmt":"2009-09-05T22:33:48","slug":"no-outra-vez-embondeiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/no-outra-vez-embondeiros\/","title":{"rendered":"\u00d3 n\u00e3o, outra vez embondeiros!"},"content":{"rendered":"<p>J\u00e1 tenho falado muitas vezes dos patriarcas arb\u00f3reos de Angola. Dominam a paisagem, t\u00eam uma personalidade muito intrigante e tudo, mas n\u00e3o estou a ser justo para outro dos \u00edcones de \u00c1frica.<\/p>\n<p>Quem pensa em paragens tropicais, mais depressa se lembra das palmeiras do que dos embondeiros.<\/p>\n<p>O seu ar desgrenhado, como quem acabou de acordar ou tem muitos remoinhos no cabelo chama a aten\u00e7\u00e3o. Est\u00e3o para o embondeiro como a gazela est\u00e1 para o elefante.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/090108-0000-palmeiras1.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nAs gazelas a fugir de quem se aproxima<\/p>\n<p>Os seus troncos finos e flex\u00edveis animam a paisagem com a mais pequena brisa. \u00c9 engra\u00e7ado ir ver o mar lavar a areia e sentir que as palmeiras acompanham o ritmo das ondas.<\/p>\n<p>As palmeiras, tal como os embondeiros, tamb\u00e9m t\u00eam serventia para a vida humana. N\u00e3o servem s\u00f3 para dar uma sombra rala ou animar o horizonte. Os frutos permitem fazer o \u00f3leo de palma &#8211; que seria da muamba sem as palmeiras? &#8211; e as folhas podem servir para os telhados das casas \u00e0 beira-mar, na falta de capim.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/090108-0000-palmeiras3.jpg\" alt=\"\" \/>\u00a0<br \/>\nCrise existencial na adolesc\u00eancia<\/p>\n<p>As palmeiras n\u00e3o d\u00e3o s\u00f3 \u00f3leo de palma. H\u00e1 muitas esp\u00e9cies diferentes. Umas d\u00e3o t\u00e2maras, outras d\u00e3o c\u00f4cos, outras d\u00e3o frangos assados. A s\u00e9rio, foi um feiticeiro que mo assegurou!<\/p>\n<p>Como n\u00e3o s\u00e3o umas \u00e1rvores muito esquisitas e crescem em terrenos arenosos e salobros, \u00e9 costume v\u00ea-las \u00e0 beira-mar, onde j\u00e1 n\u00e3o se d\u00e3o outras \u00e1rvores.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/090108-0000-palmeiras2.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nUm fruto muito apreciado das palmeiras \u00e9 o postal-ilustrado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 tenho falado muitas vezes dos patriarcas arb\u00f3reos de Angola. Dominam a paisagem, t\u00eam uma personalidade muito intrigante e tudo, mas n\u00e3o estou a ser justo para outro dos \u00edcones de \u00c1frica. Quem pensa em paragens tropicais, mais depressa se lembra das palmeiras do que dos embondeiros. O seu ar desgrenhado, como quem acabou de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1,66,360],"tags":[5,367],"class_list":["post-822","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-angola","category-mussulo","category-provincia-de-luanda","tag-embondeiros","tag-palmeiras"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/822","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=822"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/822\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3431,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/822\/revisions\/3431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=822"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=822"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=822"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}