{"id":885,"date":"2008-09-15T00:00:14","date_gmt":"2008-09-14T23:00:14","guid":{"rendered":"http:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/?p=885"},"modified":"2009-09-05T23:17:05","modified_gmt":"2009-09-05T22:17:05","slug":"lobito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/lobito\/","title":{"rendered":"Lobito"},"content":{"rendered":"<p>A algumas horas de viagem para Sul, a caminho de Benguela, fica um dos maiores portos de Angola, o Lobito.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080908-0000-lobito1.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nNa ponta da Restinga<\/p>\n<p>A Restinga do Lobito tem uma orienta\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 da Ilha de Luanda, mas as compara\u00e7\u00f5es ficam-se por a\u00ed. Os edif\u00edcios do tempo colonial demonstram que a zona mais exclusiva do Lobito era esta.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080908-0000-lobito2.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nUm dos monumentos mais curiosos<\/p>\n<p>As casas s\u00e3o todas bastante grandes, mesmo para os dias de hoje e os pormenores arquitect\u00f3nicos revelam cuidados adicionais.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080908-0000-lobito3.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nAnos 50<\/p>\n<p>A cidade colonial n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o degradada como Luanda. A menor press\u00e3o humana \u00e9 dos factores principais.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080908-0000-lobito4.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nMarca do passado<\/p>\n<p>Angola \u00e9 uma c\u00e1psula do tempo. As constru\u00e7\u00f5es novas s\u00e3o muito poucas e a cada esquina surgem exemplos da arquitectura que marcou uma \u00e9poca. Os pain\u00e9is de azulejos, as as decora\u00e7\u00f5es das fachadas, as varandas e os remates s\u00e3o pequenos pormenores que distinguem a \u00e9poca.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080908-0000-lobito5.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nMotivos da terra<\/p>\n<p>A zona escapou \u00e0 guerra. Nunca foi um local estrat\u00e9gico do ponto de vista militar. Isso explicar\u00e1 a aus\u00eancia das marcas de guerra que se fazem notar noutras cidades.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080908-0000-lobito6.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nUma varanda agrad\u00e1vel<\/p>\n<p>Nem todos os edif\u00edcios escaparam. H\u00e1 alguns telhados que desistiram e ru\u00edram. Os materiais das casas neste estado come\u00e7aram a ser <em>reciclados<\/em> e hoje em dia sobram apenas as paredes. Mas j\u00e1 come\u00e7aram as obras de reconstru\u00e7\u00e3o na maioria deles.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080908-0000-lobito7.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nO abandono tamb\u00e9m existe<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080908-0000-lobito8.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nAnos 50<\/p>\n<p>Nalguns recantos, apenas um pormenor contempor\u00e2neo nos traz de volta \u00e0 actualidade, tal como uma antena parab\u00f3lica no quintal.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080908-0000-lobito11.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nMais uma varanda agrad\u00e1vel<\/p>\n<p>Tal como aconteceu em Luanda, os monumentos coloniais foram saneados. As est\u00e1tuas foram removidas e os pedestais passaram a servir de pouso aos pombos. H\u00e3o-de ser ocupados.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080908-0000-lobito9.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nPedestal vazio<\/p>\n<p>A igreja \u00e0 entrada da restinga aparenta ter sido recuperada recentemente. Tal como o resto da cidade, a sua arquitectura marca uma \u00e9poca.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080908-0000-lobito10.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nIgreja recuperada<\/p>\n<p>J\u00e1 a caminho do centro da cidade, abandonando a restinga, vemos alguns dos s\u00edtios emblem\u00e1ticos que acrescentam colorido \u00e0s hist\u00f3rias dos retornados.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080908-0000-lobito12.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nTamariz do Lobito<\/p>\n<p>O casino aparenta ainda funcionar.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080908-0000-lobito14.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nCine-teatro Imp\u00e9rium<\/p>\n<p>As actividades culturais do cine-teatro foram retomadas e o edif\u00edcio est\u00e1 a ter utiliza\u00e7\u00e3o, ao contr\u00e1rio de muitos exemplos por todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080908-0000-lobito19.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nCinema Calif\u00f3rnia<\/p>\n<p>O cinema Calif\u00f3rnia parece estar habitado, mas n\u00e3o sei se mant\u00e9m a actividade.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080908-0000-lobito13.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nArquitectura do Estado Novo<\/p>\n<p>Aquilo em que mais reparamos \u00e9 na relativa aus\u00eancia de lixo nas art\u00e9rias principais da cidade.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080908-0000-lobito15.jpg\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080908-0000-lobito15-thumb.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><br \/>\nQuase parece outra \u00e9poca (clique para ver o original)<\/p>\n<p>H\u00e1 edif\u00edcios que est\u00e3o num estado tal, que nos fazem crer ter entrado numa m\u00e1quina do tempo. Um pouco mais perto descobrimos que os \u00faltimos quarenta anos n\u00e3o passaram sem deixar marca.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080908-0000-lobito16.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nChapas nas janelas, cicatrizes das m\u00e1quinas de ar condicionado, infiltra\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>J\u00e1 na cidade, a vida decorre como decorria. Os caf\u00e9s mais conhecidos continuam a ser locais de encontro e t\u00eam um ambiente descontra\u00eddo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080908-0000-lobito17.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nCaf\u00e9 que faz lembrar um barco<\/p>\n<p>A cidade n\u00e3o tem s\u00f3 moradias. No centro h\u00e1 alguns pr\u00e9dios mais altos, com fachadas caracter\u00edsticas. Em Lisboa ainda h\u00e1 alguns parecidos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080908-0000-lobito21.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nAvenidas Novas, ou Lobito<\/p>\n<p>Nalguns recantos voltamos a ter a sensa\u00e7\u00e3o de ter entrado no est\u00fadio de cinema onde se vai filmar um filme de \u00e9poca.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080908-0000-lobito20.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nMarcos de correio e padr\u00f5es de eras passadas<\/p>\n<p>Os edif\u00edcios mais importantes, como sejam os edif\u00edcios p\u00fablicos ou as igrejas s\u00e3o exemplos t\u00edpicos da arquitectura do Estado Novo com a sua monumentalidade, tentam mostrar a grandiosidade do Imp\u00e9rio. Uma f\u00f3rmula importada da Alemanha.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080908-0000-lobito22.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nPorta da S\u00e9 do Lobito<\/p>\n<p>Outros edif\u00edcios, bem mais discretos, s\u00e3o tamb\u00e9m representativos da sua \u00e9poca.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080908-0000-lobito23.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nUma bomba de gasolina do tempo do colono<\/p>\n<p>Outra coisa que ficou do tempo do colono, foi a publicidade nos telhados. Lojas e f\u00e1bricas ostentavam os seus letreiros, para serem vistos ao longe. Os neg\u00f3cios fecharam. Os donos partiram. Os edif\u00edcios e os letreiros ficaram.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/afonsoloureiro.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/080908-0000-lobito24.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nO whisky n\u00e3o devia envelhecer em cascos de carvalho?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A algumas horas de viagem para Sul, a caminho de Benguela, fica um dos maiores portos de Angola, o Lobito. Na ponta da Restinga A Restinga do Lobito tem uma orienta\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 da Ilha de Luanda, mas as compara\u00e7\u00f5es ficam-se por a\u00ed. 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