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11  08 2011

Pelos caminhos de Portugal: Benavente

Benavente marca o início do estuário do Tejo. É aqui que o Tejo alarga, as grandes planícies aluviais começam e se estendem até perto de Alcochete. É a face da lezíria do Ribatejo, com as suas inundações anuais.

É povoação antiga, com história confirmada desde o séc. XII, fundada numa elevação junto à foz do Sorraia. Mais recentemente, em 1909, um grande sismo destruiu por completo a povoação e nem a igreja, que tinha resitido ao sismo de 1755 se manteve de pé.

Pôr-do-Sol em Benavente
Cheias do Sorraia e Tejo ao fim da tarde

Apenas uma única casa não necessitou de obras em toda a vila. O próprio edifício da Câmara Municipal, construído algumas décadas antes, teve de sofrer grandes reparações. Foi nessa altura que se construiu a torre do relógio que hoje identifica o município e se vê na fotografia.


10  08 2011

Pelos caminhos de Portugal: Évora

Quem visita Évora não pode deixar de ir ver o templo romano. De entre todos os monumentos que recheiam a cidade, este é o mais vistoso.

Templo de Diana
Templo de Diana

Seria pena não aproveitar para o observar com um pouco mais de vagar do que é habitual nestes monumentos. Não nos podemos limitar a tirar uma fotografia para registar o momento. Precisamos de perceber que estas pedras não são apenas decoração, foram talhadas e usadas por alguém.

Encontramos até um tabuleiro de jogo gravado numa delas. Qual? É preciso procurar.

Jogo dos moinhos
Jogo dos moinhos


08 2011

A curiosidade do gato

No final da Primavera de 2004 trabalhava no Alentejo central, entre Grândola e Vila Viçosa. O projecto a que estava ligado fazia-me correr o país, acompanhando duas ou três equipas por dia em vários locais.

Algumas vezes calhava trabalhar sozinho, tentando adiantar serviço enquanto uma das equipas terminava uma parte mais complicada. Depressa descobri que a minha noção de sozinho não era partilhada por cães e gatos.

Os cães, sempre muito dados, apareciam para receber uma festa, mas os gatos, em particular, deviam achar interessante o barulho do GPS que trazia às costas e deixavam-se vencer pela curiosidade. Não raras foram as vezes em que dava por mim com um gato a empoleirar-se nos muros e a seguir-me atentamente.

Gato alentejano
A antena do GPS aparece no reflexo

Em Estremoz tinha a máquina fotográfica comigo e, enquanto o GPS fazia os barulhos do costume, tirei o retrato a um dos mais curiosos. Fiquei suficientemente perto para conseguir distinguir o reflexo da antena do GPS nos olhos do bichano.


08 2011

Pelos caminhos de Portugal: Montemor-o-Novo

O Castelo de Montemor-o-Novo ocupa um cabeço onde já se ergueu um castro. Romanos, Suevos, Vândalos, Mouros e Cristãos foram ocupando sucessivamente este ponto estratégico.

No lado ocidental da fortificação ergue-se uma porta manuelina desfeada por dois panos de muro de alvenaria. é a Porta do Bispo, mandada construir em 1534 pelo cardeal D. Afonso, Bispo de Évora e filho de D. Manuel I.

Porta do Bispo
Porta do Bispo

O resto do castelo, infelizmente, também não está em muito bom estado.


08 2011

Pelos caminhos de Portugal: Alameda Dom Afonso Henriques

A Alameda Dom Afonso Henriques foi desenhada como o jardim monumental das Avenidas Novas, aquando da expansão de Lisboa para norte em 1940. Atravessa a Avenida Almirante Reis perpendicularmente e, por estar encaixada num vale largo, a perspectiva prega-nos uma partida e fá-la parecer maior que os seus 5 hectares.

É projecto com esculturas de Maximiano Alves e Diogo Macedo. Os baixos relevos dos torreões são do escultor Jorge Barradas. Foi inaugurada em 1948 e, na altura, tinha um dos mais avançados sistemas electromecânicos do mundo para controlar as bombas de água e as luzes que mudavam de cor.

Fonte Luminosa
Fonte Luminosa desligada

Trabalhou sem sofrer reparações por 54 anos. Em 2002 foi desligada por terem sido electrocutados dois cães cujos donos tinham deixado entrar no lago. A electrocussão deveu-se a falta de manutenção do sistema eléctrico e foi motivo para se desligar toda a fonte.

As obras de recuperação de 2005 foram dispendiosas, mas incluíram a substituição do sistema eléctrico e das bombas – após três anos paradas ficaram inutilizadas. Infelizmente, parece ter sido dinheiro deitado à rua. Raramente é ligada e serve apenas de mural para graffiti e depósito de lixo.


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