Malaposta
Afonso Loureiro
Acerca dos marcos quilométricos que duram mais que a própria estrada e que hoje servem para perdurar nomes e história, já escrevi anteriormente. Na altura usei como exemplo o marco da IV Légua da Estrada Real de Lisboa a Coimbra, mandada abrir por D. Maria I, para o serviço de malaposta.
Esse marco resistiu no seu lugar até 1985, altura em que foi destruído num acidente automóvel. Depois de reconstruído foi colocado uns metros ao lado, longe da estrada que quase o fez desaparecer.
Marco do Carregado
Alguns quilómetros mais a norte, à saída da povoação do Carregado, está outro marco desta estrada. Tem uma forma curiosa, com uma secção em forma de losango. Ficava no entroncamento da estrada para as Caldas da Rainha com a Estrada Real. Devido às obras que as estradas vão sofrendo, também este está um pouco deslocado. A construção da auto-estrada obrigou a enfiar a Estrada Real numa funda vala. O marco mantém-se na cota original, agora fora de contexto.
Marco do Carregado
Por se tratar de um monumento de pouca importância turística, a sua zona de protecção resume-se a um rectângulo com meia dúzia de metros quadrados. É impossível fazer uma fotografia que não apanhe a auto-estrada ou o lote da estação de recepção de satélite.
Um pormenor muito curioso é que o canteiro aparenta ter gravado no marco uma inscrição com o sotaque lisboeta: «derige» em vez de «dirige».
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